Essa tradição francesa ganhou o mundo e novas versões, o Converscote ou Pique Nique é a mistura de uma boa conversa com amigos + comidinhas frugais + natureza.
Tudo começou no século XVII em Paris. As pessoas contavam nos dedos os dias para o término do inverno e no primeiro raio de sol queriam ficar a maior parte do tempo possível fora de casa e em contato com a natureza.
Reunir amigos e a família para refeições no jardim era uma coisa para poucos. O parisiense médio saia mesmo para passeios em um bosque ou floresta. E o lanche, claro, era bem ao estilo francês: Vinho, pães, queijos, patês e frutas.
Nessa época também surgiram as grandes praças e parques, reproduzindo para uso coletivo, os inatingíveis jardins das casas dos mais nobres e ricos. E fazer pique nique nas praças e nos parques era também uma opção, principalmente se houvesse um concerto ou qualquer outra apresentação musical.


Muitas são as pinturas de artistas franceses que retratam os pique niques. A mais famosa no entanto é Le Déjeuner sur l'Herbe de Manet, que causou um grandioso escândalo pela nudez da modelo entre dois homens vestidos.
O pique nique francês virou picnic nos Estados Unidos e chega aos nossos dias um pouco modificado. No Brasil, talvez pela ausência de um inverno rigoroso os picnics foram trocados pelos churrascos, embora o dia 1º de maior seja considerado dia picnic em várias regiões.
As grandes cidades nos deixaram muito distantes as florestas e bosques. A degradação do meio ambiente também é um problema. Por conta das grandes concentrações humanas, os parques são muito lotados e as praças geralmente não são lugares seguros.
Mas se você tem um quintal, que tal programar uma verdadeira festa ao ar livre? A sugestão da decoradora Carmen Martins foge da tradicional toalha xadrez e cesta de vime e cria um ambiente super gostoso, com materiais simples e ideal para quem gosta de receber sempre.



Se você mora em apartamento com uma boa varanda, use-a para receber para um almoço/picnic. A sugestão de mesa é da Maria Presenteira e só com itens em liquidação!


Mas se você mora em apartamento sem varanda, pode organizar um almoço diferente, trazendo a natureza para a sua mesma. A sugestão é do Vegans com muitas saladinhas e muito charme. Há uma infinidade de sites com receitas de saladas incríveis na internet. Faça uma pesquisa e monte um cardápio ao gosto de seus convidados.




Agora se você não abre mão da tradição, encontre um lugar bacana e solte a imaginação!


O importante é reunir as pessoas e festejar!


 
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Muito se fala em pallets, o material alternativo da moda, mas o papelão (que já foi o pallet da vez em outros tempos) retorna também agora como uma alternativa sustentável, eco friendly e hipster.
A história das caixas de papelão no design de mobiliário começou em 1972 com o arquiteto Frank Owen Gehry, ganhador do Pritzker Prize e criador do Guggenheim de Bilbao.


Gehry, que já usava o papelão em seus modelos de arquitetura, desenvolveu a técnica de corte que possibilitou a utilização do material na composição de formas mais sólidas e resistentes. 


Gehry chegou a criar uma coleção de móveis, a Easy Edge teve um sucesso comercial tão grande que ele, temendo que isso atrapalhasse sua carreira como arquiteto, decidiu por não dar continuidade ao projeto. Sua segunda coleção só aconteceria 15 anos depois e com peças bem mais experimentais.




Os móveis de papelão, apesar de resistentes e leves, não conseguiram no entanto competir com o plástico que, usado com sucesso desde os anos 50, tinha como vantagens adicionais o colorido e a durabilidade. Não se falava muito até então sobre “danos ao meio ambiente”, escassez da matéria prima (o petróleo) e reciclagem ainda não era uma necessidade global.



No entanto Gehry fez uma série de seguidores em todo o planeta e através das gerações. No Brasil, um dos seguidores é o designer mineiro Domingos Tótora que desenvolveu uma técnica similar ao papier mâché com base em papelão, criando verdadeiras esculturas utilitárias.





No Reino Unido a Lazerian Furniture, do designer Liam Hopkins, criou uma linha com 200 peças, toda feita à mão. A poltrona Bravais é hit entre os designers e fashionistas nas redes sociais. A peça custa 1.700 euros e pode ser comprada pelo site www.lazerian.co.uk 



Fotos e Fontes: Design Museum, Inspiration Green e Lazarian Furniture





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Nas redes sociais onde o compartilhamento de imagens é o principal objetivo (Instagram, Pinterest, Tumblr, Flickr e outros), é cada vez mais comum encontrar imagens de construções abandonadas. Há até comunidades e perfis dedicados somente a esse tema e com muitos seguidores.


Esse fascínio que muitas pessoas têm por prédios abandonados não é coisa recente mas torna-se evidenciado e ganha novas proporções com o compartilhamento dessas imagens na rede, ganhando até mesmo o status de arte.



Seja nos grandes centros ou em pequenas cidades, as construções abandonadas, danificadas pela ação do tempo e muitas vezes em processo de “absorção” pela natureza, despertam nossa curiosidade e imaginação, exercendo um certo fascínio ou até mesmo o medo em algumas pessoas.
Nas metrópoles, onde o crescimento acelerado muitas vezes leva à descartabilidade inclusive da arquitetura, o convívio com esse abandono é quase tão natural quanto em relação ao novo. Mas não temos ainda a cultura da recuperação e da preservação.


Olhar essas construções abandonadas, seja com o glamour de uma foto editada na internet ou de forma crua na realidade das ruas, sempre me faz pensar no papel da arquitetura dentro do contexto histórico e social. Existe uma verdade na arquitetura ou seria ela apenas um instrumento representativo de um determinado momento?


As construções têm um tempo de vida cada vez maior em relação aos seus propósitos. Isso é fato. Mas a realidade, principalmente nas grandes cidades, justifica cada vez menos a possibilidade do abandono. Há uma carência imensa de espaço para tudo, de escolas e hospitais a centros culturais e espaços de lazer.
E há milhares de pessoas sem teto. 



Fotos: Pinterest


 



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Como disse o poeta: Segue a Movida Madrileña!
Madrid, a capital e maior cidade espanhola, tem uma uma vida cultural rica e uma vida noturna agitadíssima.
Um dos points do momento em Madrid é o restaurante Luzi Bombom, do grupo Tragaluz – que tem hoje 20 restaurantes e o badalado hotel OMM em Barcelona. 


Aberto do almoço à madrugada, o Luzi Bombón reúne executivos, artistas, modelos e as pessoas mais descoladas de Barcelona. O atrativo principal, além da maravilhosa cozinha mediterrânea contemporânea, sem dúvida é o projeto minimalista arrojado de Sandra Tarruella, designer e herdeira do grupo.



Partindo da premissa de criar um espaço versátil, que vai do almoço a um jantar tardio com DJ tocando ao vivo, Sandra Tarruella fez uma releitura estética do mobiliário doméstico a partir dos anos 50, incorporando a madeira e tecidos para dar uma atmosfera acolhedora e ao mesmo tempo jovem e sofisticada.


A recepção, logo após uma grande porta de madeira, se dá em uma pequena biblioteca. O salão, com grandes portas de vidro, abre-se para um jardim e o restaurante está organizado em dois níveis com ambientações diferentes.
O Oyster Bar é o coração do lugar, organizando todos os ambientes e níveis em torno dele, e a cozinha (na parte de trás) funciona como uma caixa de luz através de ripas de madeira verticais.


O piso de concreto polido sobe pelas paredes laterais formando sofás de alvenaria que, com muitas almofadas coloridas, criam pequenas salas intimistas.


Juntamente com a cor, a variação de diferentes peças de mobiliário e as luminárias coloridas de Tom Dixon, dão o toque de sofisticação e informalidade que fazem do Luzi Bombón um dos lugares mais concorridos da cena madrileña.




Fonte: Universo Madrid, Li Chalon, Sandra Tarruella e Grupo Tragaluz
Fotos: The Cool Hunter e D&D Madrid



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